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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A aula do sr lixo


Enquanto eu comia uma barra de chocolate no caminho de volta para casa, procurava uma lixeira na qual pudesse jogar a embalagem fora. 

No meio do caminho, vi um bueiro todo entupido de lixo.

Meu primeiro impulso foi de jogar o meu papel lá, mas lembrei que sou ~bom cidadão~ e acabei não jogando. Ainda no caminho, fiquei me perguntando por qual razão eu teria sentido aquele impulso.

Percebi, então, que como já tinha lixo ali, não faria nada mal jogar mais. Senti como se existisse um campo sendo formado naquele espaço de bueiro para virar lixeira.

É mais ou menos como quando você entra em um lugar silencioso e tenta não faz barulho para compor o ambiente. Há uma atmosfera que convida você para fazer parte dela...

Para ilustrar isso melhor, lembrei de um dia em que eu tinha colocado um livro na mochila para ler no metrô.

Ao entrar no vagão, vi uma moça lendo, e apesar da minha preguiça, acabei pegando o livro para iniciar a leitura. Tempos depois, a pessoa que estava de pé ao meu lado também tirou seu livro da bolsa e começou a ler.

Achei essa experiência curiosa. 

Quanto será que nós influenciamos e somos influenciados pelo nosso meio ambiente?

E mais, e se por acaso nós passássemos a mudar nosso comportamento? Será que o comportamento de outras pessoas também seria capaz de mudar?

Sempre que vejo alguém julgando ou querendo mudar uma pessoa, eu acredito que o problema está em quem julga mais do que no julgado.

O bom disso (porque dói muito assumir nossas imperfeições) é que isso não precisa ser visto como algo maligno, porque não existe bom e nem ruim, pelo que tenho vivenciado até o momento, o que existe é o fluxo e a interação entre os dois.

Só cabe a nós acolhermos e aceitarmos o que consideramos hoje como imperfeição, sem fugir dela e nem se crucificar por isso, apenas respeitando quem estamos sendo.

Se respeitarmos a nós mesmos, quem sabe assim passamos também a respeitar mais o nosso meio ambiente e todos aqueles que vivem nele, não é mesmo?

E isso não é nenhuma solução, muito menos uma sugestão, é apenas um texto inspirado na aula do sr lixo.

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