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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Movimento de liberdade - experiência


"Fique atento a quem e o que se aproxima de você, pode ser um passo para um movimento de liberdade!"

Como assim?

Tenho percebido que dar aulas é uma ótima ferramenta de autoconhecimento.

Quando eu me relaciono com meus alunos (ou com qualquer pessoa ou coisa), estou me relacionando na verdade com minhas fantasias. Por exemplo, durante a aula, eu tenho a ilusão de que eles precisam aprender para eu me sentir bom professor.

Quando eles não aprendem, eu me frustro e me culpo por isso, e por consequência, acabo os frustrando também.

Ao afirmar que estou frustrado, diversas outras questões de frustração aparecem na minha mente, e então, eu me liberto de todas elas.

E ao olhar para eles de novo, eu os vejo de verdade, ou seja, a frustração vira pessoas muuuito cansadas querendo aprender, dando o melhor que podem naquele dia.

Em outras palavras, quando a gente se relaciona com o fato em si e não com as fantasias, com nossas interferências, mudamos nossas relações deixando-as mais autênticas.

Tudo vira acolhimento. Ficamos mais humanos e realistas.

Mesmo depois desse exercício, continuei me sentindo culpado pelo ocorrido, mas dessa vez eu não me julguei, apenas acolhi a culpa e ela me mostrou uma crença, uma idealização: a de que o bom professor não fica bravo, é quase uma professora Helena do Carrossel.

Afirmo essa crença e ela desaparece, transformando-se em amor: percebi que eu não estava brigando, apenas amando... amando a minha profissão, meus alunos e o aprendizado.

Ao reconhecer esse amor, lembrei da minha mãe e de todas as broncas que ela me deu, e percebi que todo esse tempo ela só estava me amando também.

A melhor liberdade é aquela que nos livra das nossas próprias ilusões, conflitos e traumas, e nos faz entrar em contato com quem verdadeiramente somos.

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