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terça-feira, 18 de julho de 2017

Olhar cotidiano sobre o (8) caixão

foto tirada daqui.
Estava eu hoje pegando o metrô, e como sempre, pensando na vida. É muito comum eu me fechar dentro dos meus pensamentos e questões internas nessas viagens de trem (seja em pé ou sentado), eu sempre fico reflexivo sobre diversas coisas relacionadas à vida.

E eis que olho ao meu redor por um momento e vejo, ali, dentro do vagão, a carta do caixão!
imagem tirada daqui.
A estrutura do vagão lembra muito a de um caixão.

Estamos debaixo da terra, típico de um caixão rs.

E além disso, gostaria de chamar a atenção para uma interpretação de Tânia Durão, do blog As Cartas Ciganas, ao lado de Júlia Tourinho, que nunca tinha pensado sobre, mas que fez todo o sentido para mim e que tem muita relação com essa minha narrativa e a carta 08.

O caixão, segundo a Tânia, pode representar o nosso mundo interior. Um mundo interior que está em um processo de transformação e de aprendizado. É no caixão (podemos fazer analogia a um baú) onde nós encontramos muita poeira, mas também algumas moedinhas de ouro que na maioria das vezes abandonamos e nem nos damos conta de que havia algo tão precioso ali escondido.

É como a história do garimpeiro: o mundo está cheio de lama, mas se souber olhar direito, encontrará pedras preciosíssimas escondidas nela.

As pedras preciosas do metrô são aqueles amores a primeira vista que acabam na "próxima estação" (brincadeira!! ou nem tanto kkkk)

Voltando ao meu relato.

Depois de um momento introspectivo, fui interrompido por muito barulho de pessoas falando. Logo me veio à cabeça: pronto, estou com pássaros dentro do caixão!!! SOCORRO!! rsrs


E por aí vai... É muito gostoso brincar com as cartas, enxergá-las no dia-a-dia, pois isso vai nos fazendo sentir na pele a vibração delas.

Brincar com as combinações também ajuda, assim como fiz no exemplo acima. Se houvesse uma montanha ou então os trevos também, por exemplo, talvez esses pássaros (falantes do metrô) estivessem atrapalhando a minha introspecção... Enfim, dá para ir longe.

Bons exercícios a todos. Até mais!!!

PS: Adoro o caixão do baralho "sol nascente", de Tânia Durão, pois ele é branco (por conta da cultura japonesa) e isso me traz mais leveza no jogo. Gosto muito. 

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